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	<title>Atrás do Espelho &#187; pensamentos</title>
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	<description>Divagando sobre coisas úteis e inúteis, acompanhada de uma boa xícara de café</description>
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		<title>Yes, Mr. Big Time</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 04:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anos, meses, dias, horas&#8230;medir o tempo é uma necessidade humana. Mas preciso dizer: não gosto. Detesto prazos, detesto ter hora para fazer as coisas, detesto correr contra o tempo e detesto esperar. E o que é pior, eu não tenho para onde correr, para onde fugir. A vida de todos gira em torno dele. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anos, meses, dias, horas&#8230;medir o tempo é uma necessidade humana. Mas preciso dizer: não gosto. Detesto prazos, detesto ter hora para fazer as coisas, detesto correr contra o tempo e detesto esperar. E o que é pior, eu não tenho para onde correr, para onde fugir. A vida de todos gira em torno dele.</p>
<p>Eu não queria nem esperaria que as coisas durassem para sempre, longe disso. Apenas penso que talvez pudesse ser melhor se não vivêssemos em função do tempo, preocupados com isso. Se simplesmente&#8230;vivêssemos. Despreocupados, deixando a correnteza nos levar. Talvez tudo fluisse muito melhor. Mas é difícil, quando a própria vida tb tem a sua contagem. Dia desses estava conversando com um colega meu de trabalho, falávamos de criança. Perguntei a ele quando teria um filho, e ele disse que no momento não, mas que teria providencias um logo, pois o próprio e sua esposa já estavam na casa dos 30 e poucos anos. E aí que fiquei pensando depois que sempre fazemos planos, sempre em função de idade e tempo. Afinal, nosso corpo também tem um tempo. Depois dos 35 anos começa a se tornar um pouco mais arriscado gerar um filho para nós, mulheres, exigindo um cuidado maior. Mas não seria bom se simplesmente pudéssemos <strong>ter</strong>? Aos 20, 30, 40, 50? Sem se preocupar com anos. Dependendo apenas do nosso desejo, da nossa vontade.</p>
<p>Talvez fosse melhor.</p>
<p>São quase duas da manhã.  Olha ele aí, novamente. Ditando a vida. Me mostrando que já passa da hora de dormir.</p>
<p>E, mais uma vez, obedeci.</p>
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		<title>Ovelha negra</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 05:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Levava uma vida sossegada Gostava de sombra E água fresca Meu Deus! Quanto tempo eu passei Sem saber! Uh! Uh!&#8230; Foi quando meu pai Me disse: &#8220;Filha, você é a Ovelha Negra Da família&#8221; Agora é hora de você assumir Uh! Uh! E sumir!&#8230; Baby Baby&#8230; Não adianta chamar Quando alguém está perdido Procurando se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Levava uma vida sossegada<br />
Gostava de sombra<br />
E água fresca<br />
Meu Deus!<br />
Quanto tempo eu passei<br />
Sem saber!<br />
Uh! Uh!&#8230;</p>
<p>Foi quando meu pai<br />
Me disse:<br />
&#8220;Filha, você é a Ovelha Negra<br />
Da família&#8221;<br />
Agora é hora de você assumir<br />
Uh! Uh! E sumir!&#8230;</p>
<p>Baby Baby&#8230;<br />
Não adianta chamar<br />
Quando alguém está perdido<br />
Procurando se encontrar<br />
Baby Baby<br />
Não vale a pena esperar<br />
Oh! Não!<br />
Tire isso da cabeça<br />
Ponha o resto no lugar<br />
Ah! Ah! Ah! Ah!<br />
Tchu! Tchu! Tchu! Tchu!<br />
Não!<br />
Oh! Oh! Ah!<br />
Tchu! Tchu! Ah! Ah!&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Tava com essa música da Rita Lee na cabeça e me lembrei que ela tocava na novela Mulheres de Areia, tema da Malu, personagem da Viviane Pasmanter. Isso lá por volta de 1993 ou 1994, ou seja, quando eu era apenas uma garotinha e, principalmente, quando o tempo passava muitíssimo mais devagar. Hoje eu simplesmente não acho 24 horas suficientes pra tudo&#8230;acho que precisaria de umas 30 horas! Já rolaram altas teorias da conspiração pra justificar essa guinada do tempo. Gente achando que a terra tá rodando mais rápido (?!), ou qualquer coisa assim. Tá, claro que é só piada, mas é engraçado que quase todo mundo tenha essa mesma sensação, não? Sinal dos tempos??</p>
<p>O findi foi bem divertido, exceto pelas filas gigantes nas boates e nos bares da cidade&#8230;caramba! Não sei se é impressão minha, mas toda 6a e sábado tá nisso, tudo superlotado e 1 hora na fila esperando pra entrar! Da outra vez no Bukowski, ao menos, nos deram uma latinha de cerveja pra compensar a espera. O Boteco da Garrafa é outro lugar que vive lotado, não importa aonde, seja em Copa, em Ipanema ou na Lapa, eu nunca vi aquilo lá vazio! By the way, o bar é bom e faz jus.</p>
<p>Domingo fez um dia lindo, pra variar, essa época do outono é ótima, adoro! Mas, também é dia de &#8220;compensar&#8221; tudo, quase é (ou pelo menos ultimamente tá sendo&#8230; =( ), dia de pegar no batente. E aí voltamos pra música da Rita Lee. Eu levava uma vida sossegada e gostava de sombra e água fresca. Meu Deus! Quanto tempo eu passei sem saber&#8230;!</p>
<p>Ai ai. 2:55 e eu finalmente vou dormir. Vou sonhar com sombra e água fresca!</p>
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		<title>Don&#8217;t look back in anger&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 00:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ultimamente minha vida vem sendo uma verdadeira montanha russa, repleta de seus altos e baixos. Tem horas que o trenzinho tá passando bem no ponto alto do looping, deixando os passageiros de cabeça para baixo. Em outros momentos, é só uma reta, um passeio gostoso com o vento no rosto. Essa chuva de emoções toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente minha vida vem sendo uma verdadeira montanha russa, repleta de seus altos e baixos. Tem horas que o trenzinho tá passando bem no ponto alto do looping, deixando os passageiros de cabeça para baixo. Em outros momentos, é só uma reta, um passeio gostoso com o vento no rosto. </p>
<p>Essa chuva de emoções toda me deixa meio bizarra. Ultimamente qualquer coisinha me deixa super sensibilizada. Por exemplo, dia desses um rapaz do meu trabalho foi me mostrar um videozinho de uma animação muito bonitinha, porém era meio triste&#8230;gente, pra que? Eu vi aquilo e fiquei super sentida e por mais que eu me controlasse as lágrimas escorriam no rosto e o nariz começava a ficar vermelho. Eu não acreditava que aquilo tava acontecendo, mas estava além do meu controle. Parecia até tpm!</p>
<p>Não bastasse isso, ainda tive uma semana fatigante e estressante com uma cliente. Foi horrível, existem pessoas que não adianta você ser legal, você dá a mão e eles querem o braço, a perna&#8230; E principalmente, existe muita gente que acha que pode pisar em você e te tratar como uma coisa qualquer, sem nenhum profissionalismo, quase na base do &#8220;você sabe com quem está falando?&#8221;. E aí você se defende, derruba todos os argumentos. Foi preciso uma discussão pra fazer a pessoa entender e simplesmente escolher. Mas, sério, precisava disso? Não seria muito mais fácil se a pessoa ao menos se desse ao trabalho de ler TUDO o que escrevi ao longo desse tempo? </p>
<p>Enfim&#8230;trabalho ingrato. Não valeu o dinheiro. Designer sofre, principalmente porque muita gente não sabe nada da profissão e acha que qualquer coisinha &#8220;é rapidinho&#8221; de fazer. E o pior, principalmente quando a pessoa que te contrata acha que você apenas tem que FAZER, e não pensar. Tem que concordar tudo e pronto. Isso é algo que não aceito, acho que ninguém perde seu tempo estudando pra no final ser apenas uma mão-de-obra sem um pingo de opinião e inteligência. É a velha história, eu sou paga pra buscar soluções, não pra aceitar e concordar com tudo o que fazem. Se fosse assim que funcionasse, eu já teria desistido dessa &#8220;vida de dizáine&#8221; (sim, ao contrário de alguns amigos, eu ainda acredito!).</p>
<p>Mas foi horrível. Me senti mal. Mesmo rebatendo tudo, me defendido, eu fiquei magoada. Humilhada. Eu já estava sensível antes, então acontece isso. Quando cheguei em casa, não aguentei e desabei novamente em lágrimas.</p>
<p>É foda, mas é aquela sensação estranha de estar no meio de 1 milhão de pessoas e se sentir sozinha. Eu me sinto sozinha. E eu não sei por que isso acontece. Não sei o que há de errado. Os outros também não sabem. Ninguém sabe. Ninguém entende porque eu tô sozinha, e eu também não entendo. É difícil conseguir se apaixonar por alguém pra valer, e ser correspondido. E vice-versa. E as vezes que isso aconteceu, foi tão maravilhoso que acho que eu fiquei muito mal acostumada.</p>
<p>Nessa hora por exemplo, como o dessa discussão, eu fiquei fragilizada e tudo o que eu mais queria era alguém que eu gostasse muito me dando um abraço e falando: &#8220;está tudo bem&#8230;calma&#8221;.</p>
<p>Pode ser ridículo pensar isso, mas é a pura verdade. É o que eu sinto. É o que eu queria. Mas eu não tenho. E eu não sei porquê&#8230;</p>
<p>&#8220;But I mean nothing to you and I don&#8217;t know why&#8230;&#8221;</p>
<p>Obs: Aliás, ultimamente &#8220;Don&#8217;t look back in anger&#8221; combina bem mais. Eu preciso me lembrar disso&#8230;</p>
<p>Obs2: O blog  é absolutamente pessoal e serve mais como um confissionário. É apenas um lugar pra expressar alguns sentimentos e idéias&#8230;nada mais que isso.</p>
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		<title>Mensageiro</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 15:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses eu terminei de ler o livro Eu sou o mensageiro. A história é bem interessante, uma narrativa informal e recheada de gírias e palavrões,  diálogos comuns entre a galera com seus 20 e poucos anos. A mensagem do livro é bem bacaninha também, só achei que o final poderia ser melhor trabalhado, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/04/eu-sou-o-mensageiro1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-231" style="border: 0pt none; margin: 0px;" title="capa do livro" src="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/04/eu-sou-o-mensageiro1.jpg" alt="capa do livro" width="100" height="145" /></a></p>
<p>Dia desses eu terminei de ler o livro Eu sou o mensageiro. A história é bem interessante, uma narrativa informal e recheada de gírias e palavrões,  diálogos comuns entre a galera com seus 20 e poucos anos. A mensagem do livro é bem bacaninha também, só achei que o final poderia ser melhor trabalhado, mas isso não tira o mérito da proposta do livro.</p>
<p>Nele existem 4 amigos, 3 homens e uma garota. Amigos de infância que se divertem bebendo, comendo, falando besteira. Adoram jogar cartas e compartilham dos bons momentos juntos. E é claro que me vi em algumas situações.</p>
<p>Eu tenho 3 amigos de infância também e volta e meia fazemos coisas juntos. Saímos nós quatro, eu a única garota do grupo, mas não me incomodo. Eu gosto tanto deles que parece que somos irmãos até. E assim como o Ed, o Marv,  o Ritchie e a Audrey, também compartilhamos nossos momentos, bebemos, jogamos, e por aí vai. Cada um tem a sua vida, seus problemas, mas sempre encontram um tempinho pra botar o papo em dia.</p>
<p>É uma relação muito legal. Não há segundas intenções, apenas o gostar da companhia uns dos outros. Pra quem acha que amizade homem x mulher sempre tem algo por trás, esta é a prova de que essa teoria nem sempre é verdade. Talvez algumas pessoas achem esquisito, e mais ainda ver uma garota jogando sinuca com um bando de amigos homens (e heteros). Sinceramente, <em>I don&#8217;t care</em>. Danem-se preconceitos bobos. Namorado tem ciúmes, namoradas têm ciúmes, mas depois eles vêem que não há necessidade disso. E acabam se juntando a nós (em alguns casos, não tanto&#8230; <img src='http://www.lununes.com/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ). É bem divertido.</p>
<p>Só faltava agora receber cartinhas de baralho. Ou seria melhor&#8230;bolas de bilhar?!</p>
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		<title>Não</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 15:54:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Feriado aqui no Rio de Janeiro e faz um dia maravilhoso. Depois de uma terça-feira totalmente chuvosa, pensei que São Pedro fosse se aliar à Murphy para juntos me sacanearem. Ainda bem que isso não aconteceu! Os dias de outono aqui são muito bonitos, a temperatura vai ficando cada vez mais agradável. Seria uma pena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feriado aqui no Rio de Janeiro e faz um dia maravilhoso. Depois de uma terça-feira totalmente chuvosa, pensei que São Pedro fosse se aliar à Murphy para juntos me sacanearem. Ainda bem que isso não aconteceu! Os dias de outono aqui são muito bonitos, a temperatura vai ficando cada vez mais agradável. Seria uma pena passar o resto da semana com o tempo muito ruim, principalmente quando você não tem que ir trabalhar.</p>
<p>Aproveitei o solzinho da manhã para dar uma volta com o Joey, já que durante a semana isso é impossível. Ele, pra variar, saiu que nem um doido, cheirando tudo e parando em todos os postes possíveis e imagináveis. Ele adora brincar, fala com todo mundo mas é meio ranzinza com os outros cachorros. Paramos pra tomar uma água de côco, eu, tranquila e ele fazendo a lambança dele. O Joey é um cara legal, é muito carinhoso e tenho certeza que vou sentir muita falta dele no dia que nos separarmos.</p>
<p>Enquanto estava lá, fiquei lembrando do que um amigo me disse. Perguntei o que ele considerava independência e a resposta foi &#8220;saber dizer não&#8221;. Confesso que eu não esperava ouvir essa. Normalmente falam &#8220;se sustentar&#8221;, &#8220;morar sozinho&#8221;, &#8220;saber o que quer&#8221;.  E aí vem o não. De imediato não concordei tanto, mas depois parei pra pensar e faz todo o sentido do mundo. Afinal, ao se dizer não defende-se aquilo que é mais importante para você, não é?</p>
<p>Na verdade as coisas são muito simples e somos nós próprios que complicamos demais. Eu poderia saber o que queria, mas talvez não soubesse de verdade tudo o que eu NÃO queria. Taí a diferença. Agora tudo fica muito claro, e eu não me sinto mais como uma idiota.</p>
<p>Finalmente acordei.</p>
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		<title>Feliz Páscoa!</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 17:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos os anos há essa enorme mobilização em torno da Páscoa. Para uns, é sinônimo de chocolates e presentes. Para outros, é a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus, a Pessach, que é a saída do povo judaico do Egito, comandada por Moisés. E tem aqueles, que simplesmente não ligam, sendo apenas mais um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os anos há essa enorme mobilização em torno da Páscoa. Para uns, é sinônimo de chocolates e presentes. Para outros, é a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus, a Pessach, que é a saída do povo judaico do Egito, comandada por Moisés. E tem aqueles, que simplesmente não ligam, sendo apenas mais um dia.</p>
<p>Talvez eu me posicionasse no primeiro e no último grupos citados. Não sou muito lá religiosa, embora venha de família católica e tenha estudado em colégio de freiras. Sempre respeitei muito, claro!</p>
<p>Acho que fiquei boa parte dos anos, talvez por causa das raízes citadas acima, presa à idéia apenas da ressurreição. Idéia muito limitada, diga-se de passagem. Hoje, entendo isso como algo muito maior. Independente da religião, a páscoa é, acima de tudo, a celebração da luta pela vida, da força de vontade e da sobrevivência. Acredito que esta proposta sim, deve ser muito celebrada, mesmo por quem não acredita em nada. Afinal, atualmente parece mais coerente dizer que sobrevivemos à algo do que vivemos algo, não?!</p>
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		<title>Rema, rema, rema remadooor!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 03:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ufa! Eu quase me esqueci desse espaço! Meus dias vêm sendo muito corridos, cansativos e estressantes. Várias cobranças e muita pressão. Confesso que é muito complicado lidar com tudo isso ao mesmo tempo, tem horas que dá vontade de sentar e chorar, ou de sair correndo e gritando, pra bem longe, onde ninguém possa te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ufa! Eu quase me esqueci desse espaço! Meus dias vêm sendo muito corridos, cansativos e estressantes. Várias cobranças e muita pressão. Confesso que é muito complicado lidar com tudo isso ao mesmo tempo, tem horas que dá vontade de sentar e chorar, ou de sair correndo e gritando, pra bem longe, onde ninguém possa te perturbar.</p>
<p>Mas não quero falar disso agora. Hoje foi um dia como um daqueles onde eu não tinha tantos problemas e tudo parecia muito, muito mais fácil! Churrasco na casa do Kitu, no Alto da Boa Vista! Comemos, bebemos e falamos muita, muita besteira, as usual! Mas foi TÃO bom! Fazia tempo desde o último churrascão lá, aquele memorável do rema-rema, o melhor e mais bizarro vídeo da faculdade! É incrível como temos a capacidade de nos divertir TANTO sem muitas coisas, basta juntar a galera que já é certeza de boas risadas. Nessas horas parece que o tempo para apenas para nos divertirmos. Bem que tentamos repetir o rema-rema, mas eu confesso que fiquei com muito medo de me machucar e pedi pra sair&#8230;sorry, gentem. Não queria ficar com um roxo gigante na perna de novo!</p>
<p>É muito bom estar com eles. É muito bom lembrar de novo desse lado boboca e garotinha que anda muito de lado, tomado somente pelo lado mulher e responsável. Não que ache ruim, mas é bom ter todos eles equilibrados, ao mesmo tempo! E é justo nessas horas que eu fico pensando se vale à pena mudar de cidade, de país, ou qualquer coisa assim, em busca de algo que me complete. Ando pensando demais nisso. Por mais que eu esteja cansada e que queira experimentar novos ares, existem uma série de coisas que me prendem aqui. Minha família, que ainda tá precisando de mim, financeiramente e emocionalmente falando; meu emprego, que me ensina muito e que graças a deus tem pessoas maravilhosas perto de mim, ambiente de trabalho muito bom; e meus amigos, que me dão muita alegria e muita ajuda sempre que preciso.</p>
<p>Mesmo daqui a um tempo, quando as coisas aqui em casa se normalizarem, vale à pena  trocar tudo isso por uma aventura que me proporcionaria crescimento pessoal E emocional, maior do que eu to tendo? Mas que tb ofereceria riscos de eu me decepcionar e não ter com quem contar. Vale?</p>
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		<title>Reflexões sobre o tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 19:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa dessas conversas em barzinhos da cidade com pessoas de longa data vamos relembrando fatos, lugares e pessoas. Tem gente que se mudou, tem gente que morreu, tem gente que casou e teve filho, ou teve filho e não se casou. Tem gente que fez plástica, tem gente que se endireitou na vida ou simplesmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa dessas conversas em barzinhos da cidade com pessoas de longa data vamos relembrando fatos, lugares e pessoas. Tem gente que se mudou, tem gente que morreu, tem gente que casou e teve filho, ou teve filho e não se casou. Tem gente que fez plástica, tem gente que se endireitou na vida ou simplesmente perdeu o rumo.</p>
<p>Às vezes soa estranho, pois a imagem que ainda tenho é daquelas carinhas adolescentes, falando de Titanic (subentende-se Leonardo Dicaprio) e Backstreet Boys, ou N&#8217;sync, ou Five, ou qualquer outra boy band da época. E os meninos, eu lembro, sempre ficavam falando da tiazinha, do programa H, e de futebol. É claro que eu sei que os rostos não são mais os mesmos, e muito menos os assuntos &#8211; ou pelo menos a maioria deles. O fato de não vê-los há anos fez com que minha mente ficasse presa a essa imagem.</p>
<p>Acho que o mais estranho, pra mim, é ver essas pessoas, da sua idade, já com filhos.  É muito diferente quando você conhece alguém agora e a pessoa engravida, e quando vê alguém que conheceu pirralha sendo mãe ou pai, levando seu pimpolho pra escola. Muito, por mais que eu saiba que esse é o caminho natural da vida.</p>
<p>De certa forma, quando páro pra pensar nisso, me dá uma certa agonia. Parece que a ficha cai: o tempo passa pra todos, e eu, obviamente, não estou isenta disso. Sei que estou ficando velha, embora não me sinta nem um pouco assim. Pelo contrário, me sinto ainda com uns 5 ou 4 anos a menos. Existem tantas coisas que eu ainda quero fazer, tantos sonhos a  realizar. Um filho, hoje, me impossibilitaria de realizar uma série desses ítens. Não estou nessa fase maternal.</p>
<p>É bizarro, também, pensar que meus pais casaram com idades próximas à minha e me tiveram alguns anos depois. Tudo isso antes dos 30! Por mais que eu goste de ter um namorado, por mais que eu seja romântica (embora muitas vezes eu tente negar isso pros outros e pra mim mesma, patético), casamento é algo que ainda não consigo ver pra mim. Eu também tenho um outro lado, independente e egoísta, que visa primeiro a minha estabilidade financeira e profissional. Meu pai diz que isso é coisa da minha geração, da forma como fomos criados. Só que, quando eu vejo essas coisas, me pergunto se é realmente a criação ou se isso é meu.</p>
<p>Não sei. Mesmo.</p>
<p>Só sei que não me sinto velha. Not old. Just older.</p>
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