Yes, Mr. Big Time

Anos, meses, dias, horas…medir o tempo é uma necessidade humana. Mas preciso dizer: não gosto. Detesto prazos, detesto ter hora para fazer as coisas, detesto correr contra o tempo e detesto esperar. E o que é pior, eu não tenho para onde correr, para onde fugir. A vida de todos gira em torno dele.

Eu não queria nem esperaria que as coisas durassem para sempre, longe disso. Apenas penso que talvez pudesse ser melhor se não vivêssemos em função do tempo, preocupados com isso. Se simplesmente…vivêssemos. Despreocupados, deixando a correnteza nos levar. Talvez tudo fluisse muito melhor. Mas é difícil, quando a própria vida tb tem a sua contagem. Dia desses estava conversando com um colega meu de trabalho, falávamos de criança. Perguntei a ele quando teria um filho, e ele disse que no momento não, mas que teria providencias um logo, pois o próprio e sua esposa já estavam na casa dos 30 e poucos anos. E aí que fiquei pensando depois que sempre fazemos planos, sempre em função de idade e tempo. Afinal, nosso corpo também tem um tempo. Depois dos 35 anos começa a se tornar um pouco mais arriscado gerar um filho para nós, mulheres, exigindo um cuidado maior. Mas não seria bom se simplesmente pudéssemos ter? Aos 20, 30, 40, 50? Sem se preocupar com anos. Dependendo apenas do nosso desejo, da nossa vontade.

Talvez fosse melhor.

São quase duas da manhã.  Olha ele aí, novamente. Ditando a vida. Me mostrando que já passa da hora de dormir.

E, mais uma vez, obedeci.

publicado por lununes em 7 de agosto de 2009 | Comments (0)

Ovelha negra

“Levava uma vida sossegada
Gostava de sombra
E água fresca
Meu Deus!
Quanto tempo eu passei
Sem saber!
Uh! Uh!…

Foi quando meu pai
Me disse:
“Filha, você é a Ovelha Negra
Da família”
Agora é hora de você assumir
Uh! Uh! E sumir!…

Baby Baby…
Não adianta chamar
Quando alguém está perdido
Procurando se encontrar
Baby Baby
Não vale a pena esperar
Oh! Não!
Tire isso da cabeça
Ponha o resto no lugar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Tchu! Tchu! Tchu! Tchu!
Não!
Oh! Oh! Ah!
Tchu! Tchu! Ah! Ah!…”

Tava com essa música da Rita Lee na cabeça e me lembrei que ela tocava na novela Mulheres de Areia, tema da Malu, personagem da Viviane Pasmanter. Isso lá por volta de 1993 ou 1994, ou seja, quando eu era apenas uma garotinha e, principalmente, quando o tempo passava muitíssimo mais devagar. Hoje eu simplesmente não acho 24 horas suficientes pra tudo…acho que precisaria de umas 30 horas! Já rolaram altas teorias da conspiração pra justificar essa guinada do tempo. Gente achando que a terra tá rodando mais rápido (?!), ou qualquer coisa assim. Tá, claro que é só piada, mas é engraçado que quase todo mundo tenha essa mesma sensação, não? Sinal dos tempos??

O findi foi bem divertido, exceto pelas filas gigantes nas boates e nos bares da cidade…caramba! Não sei se é impressão minha, mas toda 6a e sábado tá nisso, tudo superlotado e 1 hora na fila esperando pra entrar! Da outra vez no Bukowski, ao menos, nos deram uma latinha de cerveja pra compensar a espera. O Boteco da Garrafa é outro lugar que vive lotado, não importa aonde, seja em Copa, em Ipanema ou na Lapa, eu nunca vi aquilo lá vazio! By the way, o bar é bom e faz jus.

Domingo fez um dia lindo, pra variar, essa época do outono é ótima, adoro! Mas, também é dia de “compensar” tudo, quase é (ou pelo menos ultimamente tá sendo… =( ), dia de pegar no batente. E aí voltamos pra música da Rita Lee. Eu levava uma vida sossegada e gostava de sombra e água fresca. Meu Deus! Quanto tempo eu passei sem saber…!

Ai ai. 2:55 e eu finalmente vou dormir. Vou sonhar com sombra e água fresca!

publicado por lununes em 25 de maio de 2009 | Comments (0)

Don’t look back in anger…

Ultimamente minha vida vem sendo uma verdadeira montanha russa, repleta de seus altos e baixos. Tem horas que o trenzinho tá passando bem no ponto alto do looping, deixando os passageiros de cabeça para baixo. Em outros momentos, é só uma reta, um passeio gostoso com o vento no rosto.

Essa chuva de emoções toda me deixa meio bizarra. Ultimamente qualquer coisinha me deixa super sensibilizada. Por exemplo, dia desses um rapaz do meu trabalho foi me mostrar um videozinho de uma animação muito bonitinha, porém era meio triste…gente, pra que? Eu vi aquilo e fiquei super sentida e por mais que eu me controlasse as lágrimas escorriam no rosto e o nariz começava a ficar vermelho. Eu não acreditava que aquilo tava acontecendo, mas estava além do meu controle. Parecia até tpm!

Não bastasse isso, ainda tive uma semana fatigante e estressante com uma cliente. Foi horrível, existem pessoas que não adianta você ser legal, você dá a mão e eles querem o braço, a perna… E principalmente, existe muita gente que acha que pode pisar em você e te tratar como uma coisa qualquer, sem nenhum profissionalismo, quase na base do “você sabe com quem está falando?”. E aí você se defende, derruba todos os argumentos. Foi preciso uma discussão pra fazer a pessoa entender e simplesmente escolher. Mas, sério, precisava disso? Não seria muito mais fácil se a pessoa ao menos se desse ao trabalho de ler TUDO o que escrevi ao longo desse tempo?

Enfim…trabalho ingrato. Não valeu o dinheiro. Designer sofre, principalmente porque muita gente não sabe nada da profissão e acha que qualquer coisinha “é rapidinho” de fazer. E o pior, principalmente quando a pessoa que te contrata acha que você apenas tem que FAZER, e não pensar. Tem que concordar tudo e pronto. Isso é algo que não aceito, acho que ninguém perde seu tempo estudando pra no final ser apenas uma mão-de-obra sem um pingo de opinião e inteligência. É a velha história, eu sou paga pra buscar soluções, não pra aceitar e concordar com tudo o que fazem. Se fosse assim que funcionasse, eu já teria desistido dessa “vida de dizáine” (sim, ao contrário de alguns amigos, eu ainda acredito!).

Mas foi horrível. Me senti mal. Mesmo rebatendo tudo, me defendido, eu fiquei magoada. Humilhada. Eu já estava sensível antes, então acontece isso. Quando cheguei em casa, não aguentei e desabei novamente em lágrimas.

É foda, mas é aquela sensação estranha de estar no meio de 1 milhão de pessoas e se sentir sozinha. Eu me sinto sozinha. E eu não sei por que isso acontece. Não sei o que há de errado. Os outros também não sabem. Ninguém sabe. Ninguém entende porque eu tô sozinha, e eu também não entendo. É difícil conseguir se apaixonar por alguém pra valer, e ser correspondido. E vice-versa. E as vezes que isso aconteceu, foi tão maravilhoso que acho que eu fiquei muito mal acostumada.

Nessa hora por exemplo, como o dessa discussão, eu fiquei fragilizada e tudo o que eu mais queria era alguém que eu gostasse muito me dando um abraço e falando: “está tudo bem…calma”.

Pode ser ridículo pensar isso, mas é a pura verdade. É o que eu sinto. É o que eu queria. Mas eu não tenho. E eu não sei porquê…

“But I mean nothing to you and I don’t know why…”

Obs: Aliás, ultimamente “Don’t look back in anger” combina bem mais. Eu preciso me lembrar disso…

Obs2: O blog é absolutamente pessoal e serve mais como um confissionário. É apenas um lugar pra expressar alguns sentimentos e idéias…nada mais que isso.

publicado por lununes em 17 de maio de 2009 | Comments (0)

Mensageiro

capa do livro

Dia desses eu terminei de ler o livro Eu sou o mensageiro. A história é bem interessante, uma narrativa informal e recheada de gírias e palavrões,  diálogos comuns entre a galera com seus 20 e poucos anos. A mensagem do livro é bem bacaninha também, só achei que o final poderia ser melhor trabalhado, mas isso não tira o mérito da proposta do livro.

Nele existem 4 amigos, 3 homens e uma garota. Amigos de infância que se divertem bebendo, comendo, falando besteira. Adoram jogar cartas e compartilham dos bons momentos juntos. E é claro que me vi em algumas situações.

Eu tenho 3 amigos de infância também e volta e meia fazemos coisas juntos. Saímos nós quatro, eu a única garota do grupo, mas não me incomodo. Eu gosto tanto deles que parece que somos irmãos até. E assim como o Ed, o Marv,  o Ritchie e a Audrey, também compartilhamos nossos momentos, bebemos, jogamos, e por aí vai. Cada um tem a sua vida, seus problemas, mas sempre encontram um tempinho pra botar o papo em dia.

É uma relação muito legal. Não há segundas intenções, apenas o gostar da companhia uns dos outros. Pra quem acha que amizade homem x mulher sempre tem algo por trás, esta é a prova de que essa teoria nem sempre é verdade. Talvez algumas pessoas achem esquisito, e mais ainda ver uma garota jogando sinuca com um bando de amigos homens (e heteros). Sinceramente, I don’t care. Danem-se preconceitos bobos. Namorado tem ciúmes, namoradas têm ciúmes, mas depois eles vêem que não há necessidade disso. E acabam se juntando a nós (em alguns casos, não tanto… :P ). É bem divertido.

Só faltava agora receber cartinhas de baralho. Ou seria melhor…bolas de bilhar?!

publicado por lununes em 26 de abril de 2009 | Comments (1)

Não

Feriado aqui no Rio de Janeiro e faz um dia maravilhoso. Depois de uma terça-feira totalmente chuvosa, pensei que São Pedro fosse se aliar à Murphy para juntos me sacanearem. Ainda bem que isso não aconteceu! Os dias de outono aqui são muito bonitos, a temperatura vai ficando cada vez mais agradável. Seria uma pena passar o resto da semana com o tempo muito ruim, principalmente quando você não tem que ir trabalhar.

Aproveitei o solzinho da manhã para dar uma volta com o Joey, já que durante a semana isso é impossível. Ele, pra variar, saiu que nem um doido, cheirando tudo e parando em todos os postes possíveis e imagináveis. Ele adora brincar, fala com todo mundo mas é meio ranzinza com os outros cachorros. Paramos pra tomar uma água de côco, eu, tranquila e ele fazendo a lambança dele. O Joey é um cara legal, é muito carinhoso e tenho certeza que vou sentir muita falta dele no dia que nos separarmos.

Enquanto estava lá, fiquei lembrando do que um amigo me disse. Perguntei o que ele considerava independência e a resposta foi “saber dizer não”. Confesso que eu não esperava ouvir essa. Normalmente falam “se sustentar”, “morar sozinho”, “saber o que quer”.  E aí vem o não. De imediato não concordei tanto, mas depois parei pra pensar e faz todo o sentido do mundo. Afinal, ao se dizer não defende-se aquilo que é mais importante para você, não é?

Na verdade as coisas são muito simples e somos nós próprios que complicamos demais. Eu poderia saber o que queria, mas talvez não soubesse de verdade tudo o que eu NÃO queria. Taí a diferença. Agora tudo fica muito claro, e eu não me sinto mais como uma idiota.

Finalmente acordei.

publicado por lununes em 23 de abril de 2009 | Comments (1)

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