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	<title>Atrás do Espelho &#187; John Lennon</title>
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	<description>Divagando sobre coisas úteis e inúteis, acompanhada de uma boa xícara de café</description>
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		<title>1001 discos e Rolling Stone</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 17:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lununes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo tô pra falar desses dois livros que comprei, excelente dica para quem gosta de música: 1001 discos para ouvir antes de morrer e As melhores entrevistas da Revista Rolling Stone. O primeiro traz um raio x do rock&#8217;n roll e do pop, passando também por outros estilos, como o jazz, o blues [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo tô pra falar desses dois livros que comprei, excelente dica para quem gosta de música: <strong>1001 discos para ouvir antes de morrer</strong> e <strong>As melhores entrevistas da Revista Rolling Stone</strong>. </p>
<p><a title="Capa" href="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/dsc03857.jpg" rel="lightbox[pics266]"><img src="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/dsc03857.thumbnail.jpg" alt="Capa" width="143" height="200" class="attachment wp-att-269 alignright" /></a>O primeiro traz um raio x do rock&#8217;n roll e do pop, passando também por outros estilos, como o jazz, o blues e o disco, ao longo de mais de 50 anos de evolução da indústria fonográfica. O grande barato é que, além de falar das obras, das influências das bandas e dos significados detrás de uma determinada canção, o livro contextualiza os álbuns de acordo com o período histórico, traçando um paralelo. É uma grande viagem no tempo. </p>
<p>Como toda obra de arte, e música é arte, os acontecimentos do presente influenciam diretamente os artistas e ter um disco é como ter um pedaço da história no seu quarto. Por mais que a internet esteja difundida, por mais que seja muito mais prático e rápido baixar um mp3, acho que nada supera o prazer de se ter um álbum físico de uma banda ou de um cantor que você goste muito. É como ter um quadro ou uma escultura. A arte daquele período se expressa tanto pelo som como pelos encartes e o prazer de folhear, de tocar naquela obra, de tê-la em suas mãos é, ao menos para mim, insubstituível.</p>
<p><a title="Página Interna" href="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/dsc03854.jpg" rel="lightbox[pics266]" title="página interna"><img src="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/dsc03854.thumbnail.jpg" alt="página interna" width="200" height="150" class="attachment wp-att-271 alignleft" /></a>É claro que não dá pra agradar todo mundo e assim como muitos, eu acho que faltaram artistas nessa lista. Cadê os <strong>Cranberrie</strong>s, banda de muito sucesso da década de 90? Senti falta, o som deles foi bem marcante nessa época. E os <strong>Goo Goo Dolls</strong>? Pelo menos com o <em>Dizzy up the Girl</em> eles mereciam entrar, tem <em>Iris</em> e <em>Black Balloon</em>, duas das maiores baladas noventistas. Estranho ter Arctic Monkeys e My Bloody Valentine (oi?) e não ter os Cran.</p>
<p>O segundo livro é uma coletânea das melhores entrevistas da Rolling Stone com figuras não só da música como da política (Bill Clinton), da religião (Dalai-lama) e do cinema (George Lucas). É um barato também ver aquelas pessoas antes tão &#8220;intocáveis&#8221; falando ali, em um tom descontraído. Gostei muito da entrevista com o <strong>John Lennon</strong>, na qual ele fala da sua separação dos Beatles, uso de drogas e também sobre a composição das canções. Explica que apenas canções dos primórdios, como <em>I Wanna Hold Your Hand</em> teve a participação de todos na composição, mas que muitas era compostas por apenas uma pessoa. Havia, claro, eventuais ajudas como <em>In My Life</em> (amo!!!), composta por Lennon mas a <em>bridge</em> teve ajuda do Paul. Os <strong>Beatles</strong> de &#8220;bons garotos&#8221; não tinham nada. Toda banda de rock sempre faz zilhões de loucuras, e eles não estão isentos. Rockeiros, como os outros da época. John era, definitivamente, o Beatle mais doidão. E, talvez, o mais sincero também. </p>
<p><a title="Capa do livro &quot;As melhores Entrevistas da Revista Rolling Stone&quot;" href="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/rs.jpg" rel="lightbox[pics266]" title="Capa do livro &quot;As melhores Entrevistas da Revista Rolling Stone&quot;"><img src="http://www.lununes.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/rs.thumbnail.jpg" alt="Capa do livro &quot;As melhores Entrevistas da Revista Rolling Stone&quot;" width="200" height="199" class="attachment wp-att-274 alignright" /></a>Outra que me surpreendi muito foi a do <strong>Kurt Cobain</strong>. Eu gostava de <strong>Nirvana</strong> (apesar de achar as composições <strong>Pearl Jam</strong> melhores, falando do mundo grunge), mas nunca fui muito a fundo sobre detalhes dos integrantes e da banda. Eu não sabia, por exemplo, que ele sofria de dores absurdas no estômago e que era super fã de <strong>REM</strong>. Esse meio artístico pode ser muito cruel e sugar o máximo de você. Se não tiver um bom suporte, as coisas ficam mais difíceis&#8230;creio que este foi o problema dele, não saber lidar com as consequências da fama. Quando ele percebeu que teria que abrir mão de outras coisas (facilidades de ir e vir e mais liberdade na hora da composição), já era tarde demais. Kurt gostava tanto do REM que tinha vontade de fazer um som com composições inspiradas na banda. Algo completamente fora do grunge, mas de muita qualidade. E ainda, além de REM, ele também era fã dos Beatles, tendo o Lennon como seu integrante favorito! Provavelmente porque ambos tinham o mesmo problema: lidar com a fama.</p>
<p>Poderia falar mais, são várias entrevistas, vários álbuns, várias viagens no tempo e uma única paixão: A música! Vale a leitura!</p>
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