Com esse tempo frio e chuvoso, ver filmes no cinema com direito a uma pipoca bem quentinha é um ótimo programa, ainda mais pra quem, como eu, tá no finalzinho de uma amigdalite e uma gripe sem noção. Uma boa opção é o filme A Mulher Invisível, comédia nacional dirigida por Claudio Torres (o mesmo do filme Redentor, aquele com o Pedro Cardoso!) e que tem tudo para ser sucesso nas bilheterias.
O filme conta a história de Pedro (Selton Mello, excelente ator, diga-se de passagem), um cara que sonha em casar e ter uma vida tranquila ao lado de sua amada. Entretanto, abandonado pela esposa, vive um momento de crise até conhecer Amanda (Luana Piovani), sua vizinha pela qual se apaixona e vive momentos felizes como qualquer casal. O único problema é que ninguém a ve, rendendo a Pedro o título de maluco. O resultado são cenas engraçadíssimas de um homem falando, dançando e beijando sozinho, no meio da rua, com a maior naturalidade. É de chorar de rir! O cenário é a zona sul carioca, e foi muito engraçado reconhecer o prédio onde tudo se passa, ali na rua Duvivier, em Copa, o mesmo da Aliança Francesa, onde eu estudava! Aquele trânsito na Nossa Senhora é a mais pura verdade, mas o da Duvivier, engarrafado, “non ecziste”! Hahaha!
É muito legal ver que as produções nacionais estão evoluindo, tanto em termos de roteiro como de fotografia. Hoje eu sinto mais vontade de assisti-los (o trauma Central do Brasil sendo superado mais e mais). A Mulher Invisível é diversão garantida!
Essa é a nova comédia romântica que estreiará em fevereiro de 2009, próximo ao dia dos namorados (em vários países comemora-se neste mês em homenagem a São Valentim, bem diferente da nossa que é puramente comercial). O elenco reúne nomes como Drew Barrymore, Jennifer Aniston, Ben Affleck e Scarlett Johansson que já dão um bom crédito ao filme, sem contar na ótima música tema: Friday I’m in Love, do The Cure! Procurei o trailler e gostei do que vi, embora, cá pra nós, nunca possamos confiar 100% neles, já que até os filmes ruins com O Motoqueiro Fantasma pareciam legais. Essa é a sua função, certo?
Então que, conversando com uma amiga, fiquei sabendo que havia um livro de mesmo nome, escrito pelos criadores de The Sex and the City (iiih…lá vem personagens a là Carrie, Miranda e cia), no qual o filme era baseado. Resolvi ler e…sério, literatura completamente inútil! É claro que eu como mulher me vi em diversas situações ali e vááárias fazem sentido, mas…peraí!!! Tem umas coisas meio forçação de barra e certas horas parecia que eu tava lendo algo estilo “Quem mexeu no meu queijo?”! Fora as “levantadas” de auto-estima constantemente presentes ali, do tipo “garota, você é linda e inteligente, não merece perder o seu tempo com quem não te quer”. Bom…disso até que não dá pra discordar! Ele é basicamente “mande suas perguntas que o Greg – o autor- responde”, com as mais diversas situações, ao invés de um romance como eu havia pensado.
A verdade é que achei o livro fraquinho pro que o filme se propõe. Seria essa uma das poucas vezes onde o filme é melhor que o livro?! O jeito é esperar até fevereiro para conferir. Fica aqui o trailler do filme como degustação:
Luciana Nunes, designer, carioca, canceriana e aspirante à blogueira nas horas semi-vagas
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