Yes, Mr. Big Time
Anos, meses, dias, horas…medir o tempo é uma necessidade humana. Mas preciso dizer: não gosto. Detesto prazos, detesto ter hora para fazer as coisas, detesto correr contra o tempo e detesto esperar. E o que é pior, eu não tenho para onde correr, para onde fugir. A vida de todos gira em torno dele.
Eu não queria nem esperaria que as coisas durassem para sempre, longe disso. Apenas penso que talvez pudesse ser melhor se não vivêssemos em função do tempo, preocupados com isso. Se simplesmente…vivêssemos. Despreocupados, deixando a correnteza nos levar. Talvez tudo fluisse muito melhor. Mas é difícil, quando a própria vida tb tem a sua contagem. Dia desses estava conversando com um colega meu de trabalho, falávamos de criança. Perguntei a ele quando teria um filho, e ele disse que no momento não, mas que teria providencias um logo, pois o próprio e sua esposa já estavam na casa dos 30 e poucos anos. E aí que fiquei pensando depois que sempre fazemos planos, sempre em função de idade e tempo. Afinal, nosso corpo também tem um tempo. Depois dos 35 anos começa a se tornar um pouco mais arriscado gerar um filho para nós, mulheres, exigindo um cuidado maior. Mas não seria bom se simplesmente pudéssemos ter? Aos 20, 30, 40, 50? Sem se preocupar com anos. Dependendo apenas do nosso desejo, da nossa vontade.
Talvez fosse melhor.
São quase duas da manhã. Olha ele aí, novamente. Ditando a vida. Me mostrando que já passa da hora de dormir.
E, mais uma vez, obedeci.
24 and a life
Às vésperas (literalmente) de completar 1/4 de século (falando assim até parece que sou uma anciã…), fiquei pensando em coisas que deveria manter e outras que poderia melhorar. Lembrei da música farofa do Skid Row “18 and a Life” e concordei comigo mesma que, apesar de não gostar deles, esse era, de fato, um bom título! E adivinha só: surge uma listinha! Algumas listas são estúpidas? SIM! Perda de tempo precioso? SIM! Por mais bobo que seja, todo mundo gosta de listas, dessa sensação de poder contabilizar algo. O ser humano sempre precisou mesmo de coisas para contar e medir. Horas, dias, semanas, tudo isso é coisa pra lidar com o abstrato tempo. Mas tá, essa filosofia barata fica pra outro momento, voilà minha listinha.
DEZ MANDAMENTOS DO ” ‘25′ way of life”
1- Organizarás melhor o seu tempo
Esse é um ponto forte. Eu sou organizada com uma série de coisas, mas quando se trata de tempo, meu amigo…aí parece que eu precisaria de um dia de 30 horas pra fazer tudo. Como não tenho 30 horas, aí me ferro bonito em vários momentos, precisando virar noite e etc. Não sou metódica, reconheço isso, mas gostaria de ser. Tem suas vantagens. Juro que vou tentar.
2- Não esperarás muito do próximo ou de algo
Outro ponto delicado. Criar expectativas de algo ou alguém é uma droga e sempre vai te machucar. Acho que esse é o grande problema que faz alguém sofrer. Ok, next!
3- Continuarás curiosa e com vontade de aprender
Isso sim! Eu sou uma eterna curiosa!
4- Tentarás ser menos megalomaníaca
Hahaha! Sabe quando você tem um turbilhão de idéias (boas) mas que nem sempre são possíveis de serem postas em prática pra um determinado prazo? Ou então, quando você ve algo que te agrada muito e fica morrendo de vontade de ir fazer o seu? E quando você quer abraçar o mundo????!!! Então. Até penso que isso é bom, mas que tal tentar ser um pouco menos?
5- Continuarás independente
Nem preciso dizer muito sobre isso. Adoro não ter que depender de ninguém pra nada, nem ficar dando muita satisfação. Força de vontade pra correr atrás sempre tive!
6- Seguirás em frente com o projeto “meia maratona rio JÁ!”
Essa aqui tá ligada ao ítem 1. Diz aí que eu estava correndo feliz, feliz, até que (como sempre, megalomaníaca), pensei: por que não tentar treinar pra conseguir participar da meia maratona? Era uma boa idéia, fazendo um acompanhamento médico e tudo mais, por que não??? Comecei, mas acabei tendo que parar. Que tal voltar, queridona?
7- Não serás docinho de côco com qualquer pessoa
…porque se você for, nego monta e aí é preciso gritar mais alto pra botar as pessoas nos seus devidos lugares. Isso cansa minha beleza… (hahaha. brincadeira!)
8- Continuarás reduzindo os gastos
Eu ADORO comprar. Confesso. Sou bem consumista, mas melhorei bastante de uns anos pra cá e agora me contenho muito mais! Ponto pra mim!!
9- Sonharás menos
Sonhadora, sempre… Eu sou canceriana, fazer que? Mas preciso colocar os pés no chão.
10- Teimarás menos
Isso muda a essa altura da vida?! Bom, botei na lista…
É claro, algumas são mais em tom de brincadeira, mas a de organizar o tempo, por exemplo, é bemmmm sério! Novo ciclo começando, novas idéias surgindo. Não custa tentar!
Rumo ao 25 and a life!!
Freud explica!
Diálogo entre eu e uma amiga ontem:
- (…) Eu só me relaciono homem assim. Fui falar com minha terapeuta e ela disse que é porque inconscientemente me sinto atraída por esse tipo…
O sinal fecha. O carro fica em silêncio por alguns segundos.
- Ahn…agora sim. Acho que isso faz todo o sentido do mundo!
- Como assim?
- Tá explicado, eu sou que nem você, mas com librianos. Mas meus últimos relacionamentos foram TODOS librianos, muito surreal! Parece até uma coisa, sabe…um karma! Eu atraio esse tipo.
…não sou eu que atraio, eles que me atraem! Pô, e agora, Freud???
Mensageiro

Dia desses eu terminei de ler o livro Eu sou o mensageiro. A história é bem interessante, uma narrativa informal e recheada de gírias e palavrões, diálogos comuns entre a galera com seus 20 e poucos anos. A mensagem do livro é bem bacaninha também, só achei que o final poderia ser melhor trabalhado, mas isso não tira o mérito da proposta do livro.
Nele existem 4 amigos, 3 homens e uma garota. Amigos de infância que se divertem bebendo, comendo, falando besteira. Adoram jogar cartas e compartilham dos bons momentos juntos. E é claro que me vi em algumas situações.
Eu tenho 3 amigos de infância também e volta e meia fazemos coisas juntos. Saímos nós quatro, eu a única garota do grupo, mas não me incomodo. Eu gosto tanto deles que parece que somos irmãos até. E assim como o Ed, o Marv, o Ritchie e a Audrey, também compartilhamos nossos momentos, bebemos, jogamos, e por aí vai. Cada um tem a sua vida, seus problemas, mas sempre encontram um tempinho pra botar o papo em dia.
É uma relação muito legal. Não há segundas intenções, apenas o gostar da companhia uns dos outros. Pra quem acha que amizade homem x mulher sempre tem algo por trás, esta é a prova de que essa teoria nem sempre é verdade. Talvez algumas pessoas achem esquisito, e mais ainda ver uma garota jogando sinuca com um bando de amigos homens (e heteros). Sinceramente, I don’t care. Danem-se preconceitos bobos. Namorado tem ciúmes, namoradas têm ciúmes, mas depois eles vêem que não há necessidade disso. E acabam se juntando a nós (em alguns casos, não tanto…
). É bem divertido.
Só faltava agora receber cartinhas de baralho. Ou seria melhor…bolas de bilhar?!
Na lona
Não é a primeira e muito menos será a última vez que acontece, mas a dor é a mesma. Aquele aperto no peito e a sensação de ver seu coração sendo despedaçado. Eu achava que ela, a dor, ao longo do tempo e das experiências fosse diminuindo, até ser algo que não lhe incomode tanto, como se já fosse vacinada contra isso. Mas é uma ilusão pensar assim. As pessoas são diferentes e, sendo assim, eu teria que receber uma vacina para cada.
Você sabe que não há necessidade de sofrer desse jeito, só que o racional muitas vezes não caminha junto com o emocional. O meu eu, sensato e racional, sabe que as coisas não funcionariam e, portanto, life goes on, como de fato continuou. Mas o eu emocional talvez no fundo, bem no fundo, ainda acreditasse em alguma coisa e isso explica o tamanho da dor, uma mistura de frustração com dor de cotovelo.
Confesso que sempre procurei me controlar, não expondo tanto assim minhas fragilidades. Em diversas situações difíceis, não só de âmbito emocional, tentei manter o controle, poupando outras pessoas. Só que chega uma hora que você não aguenta. Você não é uma super-heroína capaz de salvar tudo e todos. Não dá pra abraçar o mundo. Um dia, estoura. E foi assim que ontem simplesmente deixei meu lado emocional engolir o racional. Foi algo que eu não previ e que não consegui controlar. Chorei demais sim, doeu demais sim, foi um golpe e eu caí no chão.
“Now this circus has left town
This clown has gotta get his feet back on the ground
I’m learning how to fall (learning how to fall)
Learning how to take a hit (learning how to fall)…”
Pensei nos porquês disso, as comparações estúpidas e desnecessárias tornaram-se inevitáveis e a pergunta “por que não eu?” ficou martelando minha cabeça. O que faltou? O que eu não tenho que a outra provavelmente deve ter? Eu sei que é errado pensar assim, pois as pessoas são diferentes, mas eu juro que não consegui não pensar. É um pouco vergonhoso admitir isso, e mais vergonhoso ainda se sentir trocada quando você, na prática, não foi.
A vida é feita de escolhas e o fato é: eu não fui a escolha. Simples assim. Perdi e preciso admitir isso para mim mesma. Me esforcei, fiz minha parte, foi legal mas acabou. Como disse uma amiga, existem 6 bilhões de pessoas no mundo, por que raios eu vou chorar por uma?
“Mas você é tão nova, ainda vai achar outros”, me disseram. Eu sei disso também, claro, mas…quando?! Sinceramente, eu to cansada de sofrer por gente que don’t give a damn por mim, to cansada de sonhar e cair no chão, to cansada de ser só mais uma. Não é isso que eu quero. Eu quero sentir de novo aquele friozinho na barriga, o coração palpitar, a cumplicidade, é isso que faz uma relação ser algo incrível. Quero alguém que me diga o quanto sou importante pra ele, que seja carinhoso comigo, que lute por mim. Que esteja ali pra me apoiar quando eu precisar, e que eu também possa dar força quando ele precisar. Não quero ter uma, duas ou três noites, eu quero ter todas as noites. Quero alguém que me faça rir, e que eu também o faça rir.
É injusto também pensar que ninguém tá nem aí pro que eu sinto. Cheguei a pensar nisso, mas depois me corrigi pois tem muita gente que se importa sim, que me deu um abraço quando eu precisei, que me fizeram rir e eu sou muito grata a eles! Salvaram meu dia!
Hoje já me sinto melhor e aos poucos as coisas voltam a seus devidos lugares. Só precisava desabafar. Que fique registrado.