A foto acima é um trabalho da fotógrafa Dina Goldstein, que mostra um outro lado, muito mais real, dos contos de fada. O objetivo é fazer com que as meninas vejam que a vida não é como nas histórias. Segundo ela, a inspiração veio após observar a fascinação de garotinhas de 3 anos de idade pelas princesas da Disney, cujas histórias sempre terminam com o famoso “e viveram felizes para sempre”. A verdade é que graças à essas adaptações (as histórias originais são dos Irmãos Grimm, com finais nada felizes!) muitas mulheres sofrem por esse “sonho não realizado”: nada do glamour, muita luta e um príncipe que na verdade pode ser um sapo. Esse papo, inclusive, me lembra uma matéria que saiu no site do Globo sobre como as comédias românticas prejudicam sua vida afetiva (hahaha, eu confesso que adoro esses estudos! Coisa de mulherzinha!).
Os contos, assim como as comédias românticas, acabam criando expectativas sobre algo que nem sempre pode acontecer da forma como foi previsto, causando a decepção. Acho que não deixa de ter seu fundo de verdade. Afinal, por mais que a gente saiba que a perfeição não existe, no fundo todo mundo sonha com seu final feliz, não?
Com esse tempo frio e chuvoso, ver filmes no cinema com direito a uma pipoca bem quentinha é um ótimo programa, ainda mais pra quem, como eu, tá no finalzinho de uma amigdalite e uma gripe sem noção. Uma boa opção é o filme A Mulher Invisível, comédia nacional dirigida por Claudio Torres (o mesmo do filme Redentor, aquele com o Pedro Cardoso!) e que tem tudo para ser sucesso nas bilheterias.
O filme conta a história de Pedro (Selton Mello, excelente ator, diga-se de passagem), um cara que sonha em casar e ter uma vida tranquila ao lado de sua amada. Entretanto, abandonado pela esposa, vive um momento de crise até conhecer Amanda (Luana Piovani), sua vizinha pela qual se apaixona e vive momentos felizes como qualquer casal. O único problema é que ninguém a ve, rendendo a Pedro o título de maluco. O resultado são cenas engraçadíssimas de um homem falando, dançando e beijando sozinho, no meio da rua, com a maior naturalidade. É de chorar de rir! O cenário é a zona sul carioca, e foi muito engraçado reconhecer o prédio onde tudo se passa, ali na rua Duvivier, em Copa, o mesmo da Aliança Francesa, onde eu estudava! Aquele trânsito na Nossa Senhora é a mais pura verdade, mas o da Duvivier, engarrafado, “non ecziste”! Hahaha!
É muito legal ver que as produções nacionais estão evoluindo, tanto em termos de roteiro como de fotografia. Hoje eu sinto mais vontade de assisti-los (o trauma Central do Brasil sendo superado mais e mais). A Mulher Invisível é diversão garantida!
Todos os anos há essa enorme mobilização em torno da Páscoa. Para uns, é sinônimo de chocolates e presentes. Para outros, é a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus, a Pessach, que é a saída do povo judaico do Egito, comandada por Moisés. E tem aqueles, que simplesmente não ligam, sendo apenas mais um dia.
Talvez eu me posicionasse no primeiro e no último grupos citados. Não sou muito lá religiosa, embora venha de família católica e tenha estudado em colégio de freiras. Sempre respeitei muito, claro!
Acho que fiquei boa parte dos anos, talvez por causa das raízes citadas acima, presa à idéia apenas da ressurreição. Idéia muito limitada, diga-se de passagem. Hoje, entendo isso como algo muito maior. Independente da religião, a páscoa é, acima de tudo, a celebração da luta pela vida, da força de vontade e da sobrevivência. Acredito que esta proposta sim, deve ser muito celebrada, mesmo por quem não acredita em nada. Afinal, atualmente parece mais coerente dizer que sobrevivemos à algo do que vivemos algo, não?!
Essa é a nova comédia romântica que estreiará em fevereiro de 2009, próximo ao dia dos namorados (em vários países comemora-se neste mês em homenagem a São Valentim, bem diferente da nossa que é puramente comercial). O elenco reúne nomes como Drew Barrymore, Jennifer Aniston, Ben Affleck e Scarlett Johansson que já dão um bom crédito ao filme, sem contar na ótima música tema: Friday I’m in Love, do The Cure! Procurei o trailler e gostei do que vi, embora, cá pra nós, nunca possamos confiar 100% neles, já que até os filmes ruins com O Motoqueiro Fantasma pareciam legais. Essa é a sua função, certo?
Então que, conversando com uma amiga, fiquei sabendo que havia um livro de mesmo nome, escrito pelos criadores de The Sex and the City (iiih…lá vem personagens a là Carrie, Miranda e cia), no qual o filme era baseado. Resolvi ler e…sério, literatura completamente inútil! É claro que eu como mulher me vi em diversas situações ali e vááárias fazem sentido, mas…peraí!!! Tem umas coisas meio forçação de barra e certas horas parecia que eu tava lendo algo estilo “Quem mexeu no meu queijo?”! Fora as “levantadas” de auto-estima constantemente presentes ali, do tipo “garota, você é linda e inteligente, não merece perder o seu tempo com quem não te quer”. Bom…disso até que não dá pra discordar! Ele é basicamente “mande suas perguntas que o Greg – o autor- responde”, com as mais diversas situações, ao invés de um romance como eu havia pensado.
A verdade é que achei o livro fraquinho pro que o filme se propõe. Seria essa uma das poucas vezes onde o filme é melhor que o livro?! O jeito é esperar até fevereiro para conferir. Fica aqui o trailler do filme como degustação:
Luciana Nunes, designer, carioca, canceriana e aspirante à blogueira nas horas semi-vagas
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