Sem escolhas
Ontem, conversando com um amigo, falávamos de algumas coisas, como querer muito algo e não poder. É muito frustrante termos que abrir mão do que queremos por um motivo de força maior, seja ele qual for. Ontem eu fiquei pensando nisso. Quantas vezes eu precisei desistir de algo que queria por força maior do destino? Que, aliás, eu nem sei se é a palavra correta, mas no momento não me vem outra à cabeça. O pior, você concordar e ter que aceitar. E quantas vezes mais eu vou precisar abrir mão? É bem difícil, não??
Sei lá. Eu gosto de ficar pensando sobre a vida. Assim como as coisas acontecem, elas “desacontecem”.
Tem horas que eu acho que deveria ter feito psicologia ao invés de design…!
Yes, Mr. Big Time
Anos, meses, dias, horas…medir o tempo é uma necessidade humana. Mas preciso dizer: não gosto. Detesto prazos, detesto ter hora para fazer as coisas, detesto correr contra o tempo e detesto esperar. E o que é pior, eu não tenho para onde correr, para onde fugir. A vida de todos gira em torno dele.
Eu não queria nem esperaria que as coisas durassem para sempre, longe disso. Apenas penso que talvez pudesse ser melhor se não vivêssemos em função do tempo, preocupados com isso. Se simplesmente…vivêssemos. Despreocupados, deixando a correnteza nos levar. Talvez tudo fluisse muito melhor. Mas é difícil, quando a própria vida tb tem a sua contagem. Dia desses estava conversando com um colega meu de trabalho, falávamos de criança. Perguntei a ele quando teria um filho, e ele disse que no momento não, mas que teria providencias um logo, pois o próprio e sua esposa já estavam na casa dos 30 e poucos anos. E aí que fiquei pensando depois que sempre fazemos planos, sempre em função de idade e tempo. Afinal, nosso corpo também tem um tempo. Depois dos 35 anos começa a se tornar um pouco mais arriscado gerar um filho para nós, mulheres, exigindo um cuidado maior. Mas não seria bom se simplesmente pudéssemos ter? Aos 20, 30, 40, 50? Sem se preocupar com anos. Dependendo apenas do nosso desejo, da nossa vontade.
Talvez fosse melhor.
São quase duas da manhã. Olha ele aí, novamente. Ditando a vida. Me mostrando que já passa da hora de dormir.
E, mais uma vez, obedeci.