Feriado aqui no Rio de Janeiro e faz um dia maravilhoso. Depois de uma terça-feira totalmente chuvosa, pensei que São Pedro fosse se aliar à Murphy para juntos me sacanearem. Ainda bem que isso não aconteceu! Os dias de outono aqui são muito bonitos, a temperatura vai ficando cada vez mais agradável. Seria uma pena passar o resto da semana com o tempo muito ruim, principalmente quando você não tem que ir trabalhar.
Aproveitei o solzinho da manhã para dar uma volta com o Joey, já que durante a semana isso é impossível. Ele, pra variar, saiu que nem um doido, cheirando tudo e parando em todos os postes possíveis e imagináveis. Ele adora brincar, fala com todo mundo mas é meio ranzinza com os outros cachorros. Paramos pra tomar uma água de côco, eu, tranquila e ele fazendo a lambança dele. O Joey é um cara legal, é muito carinhoso e tenho certeza que vou sentir muita falta dele no dia que nos separarmos.
Enquanto estava lá, fiquei lembrando do que um amigo me disse. Perguntei o que ele considerava independência e a resposta foi “saber dizer não”. Confesso que eu não esperava ouvir essa. Normalmente falam “se sustentar”, “morar sozinho”, “saber o que quer”. E aí vem o não. De imediato não concordei tanto, mas depois parei pra pensar e faz todo o sentido do mundo. Afinal, ao se dizer não defende-se aquilo que é mais importante para você, não é?
Na verdade as coisas são muito simples e somos nós próprios que complicamos demais. Eu poderia saber o que queria, mas talvez não soubesse de verdade tudo o que eu NÃO queria. Taí a diferença. Agora tudo fica muito claro, e eu não me sinto mais como uma idiota.
Finalmente acordei.

Exato, Lu… O “não” é o que te define, o que te mostra quem você é. E saber dizer ele, independente do momento, da pessoa, da circunstância, é o que te faz independente ou não rs…
Beijo!