Todos os anos há essa enorme mobilização em torno da Páscoa. Para uns, é sinônimo de chocolates e presentes. Para outros, é a ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus, a Pessach, que é a saída do povo judaico do Egito, comandada por Moisés. E tem aqueles, que simplesmente não ligam, sendo apenas mais um dia.
Talvez eu me posicionasse no primeiro e no último grupos citados. Não sou muito lá religiosa, embora venha de família católica e tenha estudado em colégio de freiras. Sempre respeitei muito, claro!
Acho que fiquei boa parte dos anos, talvez por causa das raízes citadas acima, presa à idéia apenas da ressurreição. Idéia muito limitada, diga-se de passagem. Hoje, entendo isso como algo muito maior. Independente da religião, a páscoa é, acima de tudo, a celebração da luta pela vida, da força de vontade e da sobrevivência. Acredito que esta proposta sim, deve ser muito celebrada, mesmo por quem não acredita em nada. Afinal, atualmente parece mais coerente dizer que sobrevivemos à algo do que vivemos algo, não?!

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