Reflexões sobre o tempo

Numa dessas conversas em barzinhos da cidade com pessoas de longa data vamos relembrando fatos, lugares e pessoas. Tem gente que se mudou, tem gente que morreu, tem gente que casou e teve filho, ou teve filho e não se casou. Tem gente que fez plástica, tem gente que se endireitou na vida ou simplesmente perdeu o rumo.

Às vezes soa estranho, pois a imagem que ainda tenho é daquelas carinhas adolescentes, falando de Titanic (subentende-se Leonardo Dicaprio) e Backstreet Boys, ou N’sync, ou Five, ou qualquer outra boy band da época. E os meninos, eu lembro, sempre ficavam falando da tiazinha, do programa H, e de futebol. É claro que eu sei que os rostos não são mais os mesmos, e muito menos os assuntos – ou pelo menos a maioria deles. O fato de não vê-los há anos fez com que minha mente ficasse presa a essa imagem.

Acho que o mais estranho, pra mim, é ver essas pessoas, da sua idade, já com filhos.  É muito diferente quando você conhece alguém agora e a pessoa engravida, e quando vê alguém que conheceu pirralha sendo mãe ou pai, levando seu pimpolho pra escola. Muito, por mais que eu saiba que esse é o caminho natural da vida.

De certa forma, quando páro pra pensar nisso, me dá uma certa agonia. Parece que a ficha cai: o tempo passa pra todos, e eu, obviamente, não estou isenta disso. Sei que estou ficando velha, embora não me sinta nem um pouco assim. Pelo contrário, me sinto ainda com uns 5 ou 4 anos a menos. Existem tantas coisas que eu ainda quero fazer, tantos sonhos a  realizar. Um filho, hoje, me impossibilitaria de realizar uma série desses ítens. Não estou nessa fase maternal.

É bizarro, também, pensar que meus pais casaram com idades próximas à minha e me tiveram alguns anos depois. Tudo isso antes dos 30! Por mais que eu goste de ter um namorado, por mais que eu seja romântica (embora muitas vezes eu tente negar isso pros outros e pra mim mesma, patético), casamento é algo que ainda não consigo ver pra mim. Eu também tenho um outro lado, independente e egoísta, que visa primeiro a minha estabilidade financeira e profissional. Meu pai diz que isso é coisa da minha geração, da forma como fomos criados. Só que, quando eu vejo essas coisas, me pergunto se é realmente a criação ou se isso é meu.

Não sei. Mesmo.

Só sei que não me sinto velha. Not old. Just older.

publicado por lununes em 28 de dezembro de 2008 | Comments (0)

Irresistível

Quando me falaram sobre O Crepúsculo, confesso que torci o nariz, achando que era mais um livro com história bizarra sobre vampiros. Minha amiga fez uma propaganda e tanto dizendo que eu precisava ler pois a história era muito boa, além dos personagens serem ricos e envolventes.

Resolvi dar uma chance, já que a maioria das críticas (de pessoas conhecidas e de críticos mesmo) era muito boa. Ganhei o livro de amigo oculto e…caramba! Sensacional! Comecei a ler ontem e fui completamente seduzida pela história. É envolvente, é charmosa e o cara, o vampirão, é surreal! Do nível você não conseguir dizer um “não” sequer. Estou devorando o livro!

Ideal para um feriado de natal chuvoso!

publicado por lununes em 25 de dezembro de 2008 | Comments (0)

Correndo em círculos?

Cara, academia me irrita às vezes.  É sempre a mesma coisa, ficar num lugar fechado com um monte de gente de papo chato, sem contar na inevitável avaliação de corpos. Isso me incomoda um pouco.  Correr na praia é mil vezes mais prazeroso pra mim do que correr na esteira. E amo nadar, faz muito bem!

Mas nem adianta só isso, né?  Pro que eu quero, que é o que toda mulher quer, tem que fazer musculação. Tento fugir dela, mas a maldita me persegue! Mesmo que eu faça yoga ou qualquer outra atividade, que eu acho muito mais legal, endurecer só a tal. Foi o que a nutricionista, meu pai e o mundo inteiro me disse.

É. Não tem jeito. Lá vou eu de novo!

publicado por lununes em 21 de dezembro de 2008 | Comments (0)

All I need

“Everywhere someones getting over
Everybody cries
And sometimes you can still lose even if you really try
Talking about the dream
Like the dream is over
Talk like that
Wont get you nowhere
Everybodys trusting in the heart
Like the heart dont lie

And thats all that I need, yeah
Someone else to cling to, yeah
Someone I can lean on
Until I dont need to
Just stay all through the night
In the morning let me down
Cause thats all that I need right now”

Hoje vou deixar só o trecho dessa música. Matchbox é foda! Excelente banda, que sabe Deus quando vou ter o prazer de ir em um show…

Embora muitas das que eu goste simplesmente não apareçam por aqui (oi? Goo Goo Dolls? Bon Jovi? Que sina!), esse ano até que teve shows bem legais, né? Pena que não consegui ir! REM é ótimo, Offspring é uma volta total à minha adolescência e Madonna é diva do pop.

Mas eu queria matchbox também!
E uma cama!
E travesseiro!
Sonadíssima e pregadíssima!

…zzzzzzz

publicado por lununes em 20 de dezembro de 2008 | Comments (0)

No ventilador

Existem duas coisas que me tiram do sério (tá, tem outras, mas essas duas são as piores): descaso e grosseria, ainda mais se for gratuita. E 2008 simplesmente pareceu testar o limite da minha paciência. Sempre me considerei super calma, mas este ano eu perdi as contas de quantas vezes precisei contar até 10 pra não deixar a raiva se sobrepor à razão. Mas tem horas que não dá. Me emputeço. E jogo no ventilador. Estou cansada, fisicamente e mentalmente. Tô na política do “bateu, levou”. Guardar faz mal, muito mal.

Contando os dias ansiosamente pra esse ano estressante acabar.

publicado por lununes em 16 de dezembro de 2008 | Comments (0)

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